quarta-feira, dezembro 20, 2006

Uma breve despedida

Vários são os acontecimentos em nossas vidas. Tudo flui, nada permanece parado. O ano de 2006 relata isso. Ele vem se rastejando como um velhinho, abrindo espaço para o neném chamado 2007 que engatinha a passos rápidos.

É bem assim que posso resumir o ano de 2006. Ele está acabando, mas todas as situações continuam muito bem guardadas em minha memória. Não preciso tentar lembrar ou citar uma palavra, que meu sorriso já se abre para a felicidade que chegou sem nenhuma pressa e intenção de ir embora. Para lembranças tristes o tempo se encarregou de trazer o seu próprio lenço para encobri-las. E onde ele se escondeu ainda molhado com algumas lágrimas, faço questão de não saber.

Alegrias, tristezas. Novidades, mesmices. Euforia, tranqüilidade. Nervosismo, calma. PAZ.
Mistura de sentimentos que me invadem, me entorpecem e me abandonam. Assim, como um gato sozinho que bebe o leite quando precisa e vai embora.

Tudo passa, como diria uma grande amiga. Tudo. Menos o amor, a verdadeira amizade. Não existem preconceitos para o amor e para amizade. Não existem regras, nem normas. Existe somente um coração que pulsa toda vez que sente vontade. Existe somente um lábio que sorrir ao ver um gesto de amor. Ou palavras e cotidianos que justificam amizades que são fraternas.

Tiro como conclusão muita entrega e algumas decepções que jamais me impedirão de me entregar cada vez mais. Necessito. Almejo. Só assim posso ser feliz, não somente em 2007. Mas por todos os anos que eu possa verdadeiramente viver e não apenas conviver com as pessoas.

A 2006 só tenho a agradecer. A 2007 deixo um punhado de esperanças, uma pitada de amor e infinitos quilos de respeito, saúde e paz.
Chrystiane Guedes